A revista Forbes recentemente revelou um fascinante ranking das equipes esportivas mais lucrativas globalmente, com um destaque especial para o domínio dos clubes da National Football League (NFL). Entre as 20 equipes mais rentáveis, a grande maioria pertence à NFL, sendo que o Dallas Cowboys se destaca no topo da lista com um impressionante lucro operacional de US$ 564 milhões e um valor de mercado estimado em US$ 10,1 bilhões.
Uma das características distintivas do sistema esportivo dos Estados Unidos é a adoção de estratégias financeiras únicas em comparação com as ligas europeias. A NFL, juntamente com a NHL e a NBA, implementa tetos salariais e uma divisão equilibrada de receitas entre jogadores e proprietários, o que garante uma notável estabilidade financeira. Em contrapartida, o cenário no futebol europeu enfrenta desafios significativos devido à ausência de limites rígidos em transferências e salários, gerando desequilíbrios e incertezas financeiras.
É interessante observar que apenas três clubes europeus conseguiram figurar no top 20 da lista: Manchester United, Tottenham e Manchester City. Mesmo sendo clubes lucrativos, seus números ainda estão distantes dos resultados impressionantes da NFL. O chamado Fair Play Financeiro da UEFA busca controlar os gastos excessivos, contudo, a falta de tetos salariais eficazes dificulta a garantia de sustentabilidade financeira, como evidenciado recentemente no caso do Barcelona.
Enquanto as ligas esportivas norte-americanas mantêm sua posição de liderança no cenário global, as ligas europeias têm a oportunidade de se inspirar em seus modelos financeiros para aprimorar a sustentabilidade a longo prazo. A expansão para mercados emergentes e a implementação de inovações administrativas se mostram cruciais para moldar o futuro dos clubes mais rentáveis do mundo.